Fornecer os combustíveis necessários para manter o cérebro saudável, pode proporcionar boa memória, concentração e vida mais ativa na velhice
O cérebro, assim como os músculos do nosso corpo, precisa ser mantido ativo e bem nutrido. Para tanto, devemos fornecer através da alimentação os nutrientes necessários para mantê-lo saudável, caso contrário poderá ocorrer degeneração cerebral.
Os nutrientes presentes nos alimentos que consumimos possuem enorme impacto sobre substâncias químicas do cérebro, que interferem no pensamento, comportamento, habilidade de aprendizagem, reações e interações.
Fornecer os nutrientes corretos e manter o cérebro em constante atividade preservam as funções deste órgão mesmo com o avanço da idade. Por isso não deixe faltar no cardápio:
Aveia – energia para o cérebro, fonte de complexo B que auxilia na regulação da transmissão de informações entre os neurônios.
Azeite de sacha inchi, linhaça, óleo de peixe – fontes de ômega 3, que promove a neurogênese (formação de novos neurônios e protege os neurônios já existentes).
Brócolis e Espinafre – excelentes fontes de ácido fólico, responsável pela formação do sistema nervoso dos bebês. Além disso, contribui para um bom desempenho cognitivo e auxilia na comunicação entre as células nervosas.
Cacau – rico em flavonóides que protegem a parede dos vasos sangüíneos e garantem um excelente fluxo sangüíneo para o cérebro. Auxilia ainda na prevenção de derrames.
Chá verde – as catequinas, presentes neste chá, possuem ação neuroprotetora, diminuem danos neurológicos e a perda de memória associada.
Clorofila – fonte de nutrientes que auxiliam na eliminação de toxinas do organismo. Aumenta a atividade cerebral.
Cúrcuma – possui ação antioxidante, auxilia na prevenção de doenças neuro-degenerativas, como Alzheimer e Parkinson.
Lecitina de Soja – fonte de colina, contribui para a neurogênese – formação de neurônios. Possui também fosfolipídeos, sendo o fósforo um importante mineral para a memória. O consumo de alimentos que contêm colina durante a gravidez e na fase de aleitamento influi beneficamente no desenvolvimento cerebral da criança.
Oleaginosas (nozes e amêndoas) – fontes de ácidos graxos insaturados, que garantem um bom funcionamento cerebral, já que compõem a membrana das células nervosas e potencializam a transmissão de mensagens entre elas.
Suco de uva, suco de cranberry, amora e açaí – fontes de antocianina um fitoquímico de ação antioxidante que combate os radicais livres, responsáveis por causar danos às células.
Lembre-se de alimentar o seu cérebro: um cardápio variado e bem colorido é fundamental!
Fonte: Thais Souza – Nutricionista da Rede Mundo Verde
Comer bem é uma parte essencial para aliviar o estresse. Um dos seus efeitos bastante conhecidos do estresse é a famigerada compulsão alimentar, que também pode desencadear outras doenças, como obesidade, diabetes e hipertensão. Portanto, alimentar-se corretamente é fundamental para impedir um efeito dominó de vários males para o organismo.
O ponto de partida para evitar o cansaço e o desânimo é uma dieta equilibrada, baseada em grãos integrais, frutas, hortaliças - de preferência orgânicos – e óleos vegetais. Inclua em seu cardápio sementes de girassol e de gergelim, ricas em vitaminas do complexo B e zinco que são nutrientes que usamos em maior quantidade durante crises de estresse.
As frutas vermelhas, como uva, cranberry, amora e romã são fontes de antioxidantes, que fortalecem o sistema imunológico normalmente debilitado em pessoas estressadas.
As cápsulas de óleo de alho, por auxiliar no trabalho do fígado, eliminam toxinas e quando temos menos toxinas no sangue nos sentimos menos estressados.
O abacate, rico em minerais e boas gorduras ajuda a diminuir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Use em saladas ou amassado com um fio de mel.
Uma alimentação adequada fará o intestino funcionar regularmente. Esse órgão é responsável pela produção da maior parte de serotonina, um neurotransmissor que atua no controle do o humor e, a peça chave para varrer a fadiga da sua vida. O aminoácido triptofano é o precursor da serotonina. Ele é encontrado em diversos alimentos, como banana, morango, tâmara, quinua, arroz integral, soja, feijões, oleaginosas, chocolate amargo e ovos. As algas também são ótimas fontes de triptonafo, podem ser usadas em saladas, cozidas em sopas e feijões ou ainda em capsulas como chlorella ou spirulina.
Alguns chás como camomila, erva-doce e erva cidreira contém substancias naturais que aliviam os sintomas do estresse.
Fonte: Flávia Figueiredo – Nutricionista da rede Mundo Verde
Nosso corpo é formado por 100 trilhões de células. Destas, 50 milhões são renovadas a cada dia. Para que ocorra esta renovação é necessário ingerir aproximadamente 44 nutrientes para cada célula entre vitaminas, minerais e enzimas.
Assim uma alimentação equilibrada é fundamental para manter o corpo saudável e garantir qualidade de vida.
A escolha dos alimentos não deve ser determinada somente pelo gosto e pelo prazer. Os alimentos devem fornecer nutrientes para o bom funcionamento, boa defesa e resistência do nosso organismo.
A ferramenta mais usada atualmente para orientar as escolhas saudáveis é chamada de pirâmide alimentar e preconiza como base de uma alimentação saudável o consumo de cereais integrais, óleos vegetais e frutas, verduras e legumes organicos.
Os cereais integrais ou feitos a partir de grãos integrais (arroz, pães, massas) tem destaque no cardápio porque além de mais nutrientes tem mais fibras e por isso são digeridos mais lentamente, mantendo o organismo saciado por mais tempo, ajudam na prevenção e controle de diabetes e também na redução do risco de doenças cardiovasculares.
A gordura não é vilã na alimentação. E óleos vegetais, como azeite, óleo de linhaça, de gergelim, de semente de abóbora devem ser consumidos diariamente porque são fontes de gorduras insaturadas, benéficas à saúde do coração. Experimente como tempero de saladas e como substituto da manteiga nos pães e torradas;
Inclua no cardápio frutas e hortaliças, de preferência orgânicos. Além de fibras, são fontes de vitaminas, minerais e fitoquímicos de ação antioxidante. Os antioxidantes neutralizam a ação dos radicais livres e retardam o envelhecimento precoce;
É importante evitar o consumo de alimentos industrializados, ricos em açúcares e gorduras trans. Evite também alimentos de origem animal como carnes gordas, creme de leite e embutidos. Consuma álcool com moderação.
Uma boa alimentação associada à pratica de atividade física, está entre as necessidades mais importantes para a saúde.
Fonte: Flávia Morais – nutricionista da rede Mundo Verde
O Hibisco, Hibiscus sabdariffa, é uma planta típica da Ásia muito usada como planta ornamental devido as suas flores de coloração vermelha. É também devido a sua coloração, em grande parte, que o hibisco vem chamando atenção para os benefícios que pode trazer para a saúde.
É a antocianina, um potente antioxidante, que confere a coloração vermelha ao hibisco. Estudos mostram que a quantidade desse antioxidante encontrado nas flores de hibisco é equivalente a quantidade encontrada em uvas e vinhos tintos.
Além de antocianina no hibisco encontramos ainda acido málico (antioxidante), vitamina C e mucilagens.
Hibisco e saúde do coração: As antocianinas diminuem o risco de doenças cardiovasculares, pois reduzem a oxidação do LDL- colesterol.Estudos mostram que as taxas de triglicérides, colesterol total e LDL colesterol eram menores no grupo que usava o extrato de hibisco se comparado aos que não usavam.Estudos mostram também que o consumo do chá de hibisco auxilia na redução da pressão arterial.
Hibisco e bom funcionamento do intestino: Mucilagens são fibras. Essas fibras auxiliam no aumento do bolo fecal o que favorece o bom funcionamento do intestino.
Hibisco e emagrecimento: O chá de hibisco estimula a queima de gordura corporal, facilita a digestão, regulariza o funcionamento do intestino e combate a retenção de líquido.No chá temos enzimas e mucilagens (um tipo de fibra) que facilitam a digestão e diminuem a absorção de carboidratos e gorduras.
Hibisco e proteção contra câncer: Os antioxidantes têm a função de neutralizar os radicais livres que são produzidos naturalmente em nosso organismo. Quando temos excesso de radicais livres temos maior chance de instalação de doenças degenerativas, como câncer. No hibisco além das antocianinas temos também a vitamina C que lhe conferem alto poder antioxidante e por isso efeito preventivo contra o câncer.
Hibisco e combate ao envelhecimento: O excesso de radicais livres também está relacionado ao envelhecimento precoce. Quando há um desequilíbrio entre a quantidade de radicais livres produzidos pelo corpo e a defesa antioxidante pode haver o envelhecimento precoce, com o surgimento de rugas e manchas de pele. O hibisco, por ser fonte dos antioxidantes antocianina e vitamina C, ajuda e frear o processo de envelhecimento.
*Gestantes e mulheres que estejam amamentando não devem fazer uso sem orientação médica.
Fonte: Flávia Morais – nutricionista da rede Mundo Verde.
As sementes de chia são originárias da planta Salvia hispanica, encontrada no sul do México. Era utilizada pelos astecas, mexicanos e habitantes do Sul da Califórnia e do Arizona como suplemento alimentar para aumentar a resistência, a energia e a força necessária sob condições extremas como o calor intenso, a escassez de água e alimentos.
Fibra
A semente de chia apresenta alto teor de fibras, nutriente essencial para o bom funcionamento do organismo. As fibras apresentam a capacidade de promover saciedade, pois em contato com líquido no interior do estômago formam uma espécie de “gel” que dilata o estômago. Estudos apontam que o consumo da chia pode auxiliar na perda de peso, pois auxilia na redução do apetite. Além disso, este “gel” irá aumentar o volume do bolo fecal, facilitando a eliminação das fezes e melhorando o funcionamento do intestino. O consumo da chia pode auxiliar em casos de constipação e diverticulite. O “gel” formado pela fibra em contato com líquido auxilia ainda no tratamento e prevenção de doenças como diabetes, hipercolesterolemia e doenças cardiovasculares. Parte da glicose (açúcar) e gordura em excesso permanecem retidos na fibra, sendo eliminados através do bolo fecal.
Proteína
A semente de chia possui elevado teor de proteína, apresenta maior teor deste nutriente quando comparada a outros cereais como o milho, o arroz, a aveia, a cevada e o trigo. Estudos demonstram que a proteína presente nesta semente apresenta boa digestibilidade e valor biológico. Por ser boa fonte de proteínas, o consumo da chia pode beneficiar vegetarianos, pois complementa o fornecimento deste nutriente na dieta. Pode ser utilizada na alimentação de crianças, adolescentes e gestantes, pois a proteína é um nutriente essencial para o correto crescimento e desenvolvimento. Praticantes de atividades físicas também podem se beneficiar do consumo desta semente, já que estes indivíduos necessitam de maior aporte protéico quando comparados a indivíduos sedentários.
Vitamina e Minerais
Chia é uma boa fonte de vitaminas do complexo B, com maior destaque para a niacina e a tiamina. É uma boa fonte de minerais como: cálcio, fósforo, magnésio, potássio, ferro, zinco e cobre.
Por ser boa fonte de cálcio é uma excelente opção para aqueles que apresentam osteopenia e osteoporose. Para crianças e gestantes, o cálcio é importante para a formação da massa óssea. A semente possui ainda considerável teor de ferro, importante para o transporte de oxigênio, fortalecimento do sistema imune, produção de energia, destoxificação hepática e formação de neurotransmissores.
Antioxidantes
Os radicais livres são produzidos diariamente em nosso organismo, durante a respiração, digestão dos alimentos, exposição à poluição, dentre outros. Os radicais livres podem danificar as células levando desde envelhecimento precoce até doenças como câncer. Os antioxidantes são capaz bloquear o efeito prejudicial dos radicais livres. A maioria dos antioxidantes são encontrados em alimentos de origem vegetal, como frutas, verduras, legumes e cereais integrais.
Os mais importantes antioxidantes encontrados nas sementes de Chia são o ácido caféico e ácido clorogênico. Estudos indicam que o consumo de altos níveis de alimentos e bebidas ricos em compostos antioxidantes podem proteger contra doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.
Ômega 3
Nosso organismo necessita de equilíbrio entre a quantidade de ômega 3 e ômega 6 na dieta, pois cada um desempenha importantes funções em nossos organismo. Com nosso padrão alimentar atual, onde há maior consumo de alimentos fontes de ômega 6 (gordura animal e laticínios), observamos um aumento das doenças crônicas e inflamatórias. Estudos apontam que a falta de alimentos fontes de ômega 3 na dieta, promovendo desequilíbrio entre o teor destes ácidos graxos, é uma das principais causas desta disfunção. A semente de chia vem sendo apontada, até o momento, como a fonte de maior concentração de ômega 3.
Vale destacar!
A semente de chia é isenta de glúten, portanto pode ser utilizada por indivíduos que apresentam doença celíaca.
Fonte: Thais Souza – Nutricionista da Rede Mundo Verde

























